quarta-feira, 25 de dezembro de 2019
domingo, 8 de dezembro de 2019
Textos Novembro 2019
Textos escritos para o À Pala de Walsh no mês passado:
Comprimido Cinéfilo - Joker (2019) de Todd Phillips
http://www.apaladewalsh.com/2019/11/comprimidos-cinefilos-outubro-3/
Vitalina Varela (2019) de Pedro Costa
http://www.apaladewalsh.com/2019/11/vitalina-varela-a-carta/
Ford v Ferrari (2019) de James Mangold
http://www.apaladewalsh.com/2019/11/ford-v-ferrari-o-artesao-contra-a-industria/
Comprimido Cinéfilo - Joker (2019) de Todd Phillips
http://www.apaladewalsh.com/2019/11/comprimidos-cinefilos-outubro-3/
Vitalina Varela (2019) de Pedro Costa
http://www.apaladewalsh.com/2019/11/vitalina-varela-a-carta/
Ford v Ferrari (2019) de James Mangold
http://www.apaladewalsh.com/2019/11/ford-v-ferrari-o-artesao-contra-a-industria/
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
O Daniel Reifferscheid convidou-me para o seu podcast Prestes A Ver, o único exclusivamente dedicado ao cinema português, onde em cada episódio se debate um filme nacional à escolha do convidado. Falámos do Juventude em Marcha de Pedro Costa, filme de que assumidamente não gostei à primeira vez, para, após repetidas visualizações, se ter tornado no meu favorito do realizador (e não é fácil eleger só um Costa).
Ora, sucede que, derivado da minha escolha, o Daniel teve agora o seu primeiro contacto com o filme, o que resultou numa opinião semelhante à minha na altura. Foi uma conversa de que tive gosto em participar por isso, pelo contraste entre duas visões e reacções diametralmente opostas a uma mesma obra, e onde ouvir o Daniel foi um pouco como ouvir-me há uns anos (mas, evidentemente, de forma muito mais aprofundada e eloquente).
Partilhamos os nossos argumentos e interpretações, soltamos as nossas referências aqui e ali, discutimos o labirinto de memórias de que o filme é feito (assim como alguns elementos que podem ajudar a percorrê-lo), estética, ética, a resistência emanada na carta de amor de Ventura, tudo isto são apenas algumas das coisas discutidas com o Daniel, a quem deixo um voto de muito sucesso com o projecto e a reiteração do agradecimento pela oportunidade fornecida.
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
"Ele: E qual é a sua área?
Eu: Oh, eu não sou como estas senhoras. Sou de engenharia.
Ele: Que tipo de engenharia?
Eu: Hmm... um tipo de engenharia química.
Ele: Eu tive química e matemática. Tabela de Mendeleev, não é?
Eu: A tabela de Mendeleev, exactamente! Mas onde é que aprendeu isso?
Ele: No exército romeno. Ensinaram-me os russos.
Eu: Os russos?!
Ele: Sim, estive no exército 4 anos e eles iam lá ter connosco. Sabes fazer explosivos?"
Eu: Explo...?! Não!
Ele: Eu sei."
Palavra de honra que o que eu mais gosto no voluntariado corporativo com os sem-abrigo é ouvir as histórias de vida que têm para contar.
Eu: Oh, eu não sou como estas senhoras. Sou de engenharia.
Ele: Que tipo de engenharia?
Eu: Hmm... um tipo de engenharia química.
Ele: Eu tive química e matemática. Tabela de Mendeleev, não é?
Eu: A tabela de Mendeleev, exactamente! Mas onde é que aprendeu isso?
Ele: No exército romeno. Ensinaram-me os russos.
Eu: Os russos?!
Ele: Sim, estive no exército 4 anos e eles iam lá ter connosco. Sabes fazer explosivos?"
Eu: Explo...?! Não!
Ele: Eu sei."
Palavra de honra que o que eu mais gosto no voluntariado corporativo com os sem-abrigo é ouvir as histórias de vida que têm para contar.
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
Textos Outubro 2019
Textos publicados no À Pala de Walsh em Outubro. O primeiro, um par de parágrafos sobre o novo James Gray, Ad Astra, o segundo impressões de um agradável café com um velho amigo, na forma de uma crítica mais extensa, ao mais recente Woody Allen.
http://www.apaladewalsh.com/2019/10/a-rainy-day-in-new-york-chove-no-meu-coracao/
Evento cinéfilo do ano
Uma. Só pedia que uma pessoa dissesse assim um dia, "Epá, aquele gajo podia ser apalermado, mas numa coisa tinha razão: 'o La Roue' é, de facto, o mais belo filme do mundo", e morreria um homem feliz.
Nova versão restaurada de 7 horas (e, ao que tudo indica, a integral) a passar em duas partes no ArteTv. A primeira no passado dia 28, a próxima nesta segunda-feira. E fizeram até um documentário interessantíssimo, tanto do ponto de vista da análise cinematográfica como de restauração técnica, sobre ele.
domingo, 13 de outubro de 2019
Só porque quero deixar isto escrito algures...
Passada sexta-feira (dia 11), Amoreiras Shopping, Joker de Todd Philips. Única sessão exclusivamente comercial (subentenda-se, fora do contexto de festival e/ou sem a presença de quaisquer personalidades ligadas ao filme que pudessem despertar obrigações morais catalisadoras do gesto) em que estive presente que terminou com a audiência a aplaudir. Mas a aplaudir de forma entusiasmada, como poucas vezes vi. E foi maravilhoso estudar os gestos que antecederam o final por parte dos seus membros, os "isto é tão sinistro" ouvidos, as mãos levadas à boca ou à testa, em suma, as genuínas reacções de incómodo e espanto que o filme provoca. Há coisas que os visionamentos de imprensa não conseguem ter. Incluindo a capacidade de recordar que o cinema em sala é uma grande experiência colectiva.
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