sábado, 11 de abril de 2026

JK Rowling

Dizem que a JK Rowling é transfóbica. O primeiro passo passa por definir o que é um transsexual. Dir-me-ão que é alguém que se identifica com o género oposto. Eu digo que é alguém que se sujeitou a uma operação para se converter ao género oposto. Sem essa intervenção, é apenas um homem que tem tanta credibilidade em afirmar-se como mulher como outros a tinham quando proclamavam que eram Napoleão (excluindo, evidentemente, o próprio Napoleão). Aquilo que JK Rowling defende – e é também o que eu defendo – é a prevalência do sexo e cromossomas para a atribuição do género de uma pessoa, não bastando alguém afirmar “Eu identifico-me como…” para o ser efectivamente. O que JK Rowling critica não é, em suma, os transsexuais (ou, pelo menos, a sua concepção de “transsexual”) mas a ideologia de género, a qual veio a ganhar tanta força junto de activistas progressistas nos últimos anos, assim como a implacável subserviência por parte da esquerda contemporânea e de algumas instituições. E, por isso, aos muitos que me dizem “Gosto do Harry Potter, apesar do que a JK Rowling escreve no X”, respondo “Gosto do que a JK Rowling escreve no X, apesar do Harry Potter”.

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