Está bem, mas então Portugal deve, em primeiro lugar, deportar portugueses que se recusam a falar português. É que eu já não posso com jovens das gerações Y e Z que, fruto da quantidade de séries americanas e livros importados ingeridos, são incapazes de articular uma única frase sem recorrer a estrangeirismos fáceis, traduções literais de palavras ou expressões anglófonas inteiras, adulterando, das maneiras mais inusitadas, o idioma castiço lusitano de que também são naturais embaixadores. E não me façam falar do que se passa nas reuniões empresariais, encontro entre "project managers", "digital marketers" e "developers" para encerrar as "stories" dentro do "deadline" que antecede a próxima "call".
Para alguns, Portugal parece África. Para outros, a Índia. A mim, que abertamente assumo os meus preconceitos, uma América de sotaque ibérico.
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