Não há como negar a associação entre a religião e a bolsa. João Calvino, fundador da igreja calvinista, lembrava que os primeiros bancos funcionavam em templos e de que os primeiros emissores de moeda eram sacerdotes. Para além disso, vendo os edifícios de Wall Street, a influência arquitectónica dos templos greco-romanos é mais do que evidente. Mas não é só a História e a Arquitectura que denunciam este curioso diálogo. É, também, o facto de a bolsa e a religião provocarem sensações semelhantes: êxtase fervoroso quando algo corre bem, fé perseverante quando algo corre mal, e a crença firme de que, mais adiante, aqueles que agiram correctamente terão um paraíso à sua espera.