O "Miss Marx" acabava com uma versão punk do "Dancing in the Dark". Agora, este novo "Pig" encerra com uma acústica do "I'm on Fire". Parece-me que estamos a assistir a uma nova corrente cinematográfica, a qual consiste em terminar os filmes com "covers" dos grandes êxitos do Springsteen. Que nome lhe damos? "Expringsteeanismo"? "Brucelle Vague"? Como não sou parcimonioso no que toca a palavras e me falta jeito para o neologismo, prefiro apelidá-la de "a corrente do realmente muito bom gosto musical". Assim, com advérbio de modo e tudo. Venham mais dela.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
domingo, 5 de dezembro de 2021
Algo está diferente nas ruas de Agualva-Cacém. Os pavimentos parecem menos sujos, o trânsito está pouco agitado, a noite surge mais segura, e deixou de se notar a crescente degradação do espaço público. Não foi a câmara municipal a grande responsável, mas apenas Carolina Carvalho. A actriz cumprimenta-nos do seu cartaz da Tezenis, expondo sem pudor o sorriso inatacável e as formas lúbricas, dando a este dormitório suburbano uma janela para um mundo onde tudo parece mais bonito e sem ponta de inquietação, trazendo beleza, tranquilidade e alegria a uma cidade feia, nervosa e soturna. Chamar-lhe-ão publicidade. Eu chamo-lhe a mais importante intervenção cívica e artística nos subúrbios lisboetas dos últimos anos.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2021
domingo, 21 de novembro de 2021
terça-feira, 16 de novembro de 2021
"I trust my life to Providence / I trust my soul to Grace"
Uma frase presente em ambos estes filmes, e não creio que seja por acaso. Em conversas sobre "The Card Counter", um apelo: que se fale menos em "Bresson, Bresson, Bresson." e se discuta mais "Schrader, Schrader, Schrader."
Light Sleeper (1992), Paul Schrader / The Card Counter (2021), Paul Schrader










